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músico-escritor de canções, nascido em 1975 na Praia da Barra, Portugal www.myspace.com/jorgecruzpoeira

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O Equívoco da Consistência

Acerca da consistência ética e estética que parece preocupar tantos artistas e opinadores que alicerçam o seu trabalho em fundações alheias à única coisa que os deveria preocupar (a expressão do que lhes é singular), deixo aqui as palavras inspiradoras de Ralph Waldo Emerson:
I. «Deus não tornará manifesto o seu trabalho pelas mãos de cobardes. Um homem sentir-se-à aliviado e alegre quando tiver depositado o coração no seu trabalho e tiver feito o seu melhor. Tudo o que alcançar de outra maneira não lhe trará nenhuma paz. É uma entrega sem entrega. Na tentativa, o seu génio deserta-o, nenhuma musa dele se aproxima; nenhuma invenção, nenhuma esperança.»
II. «Aquilo que eu tenho de fazer é tudo o que me cabe, não o que as pessoas pensam. Esta regra, igualmente árdua na vida prática ou na vida intelectual, deve servir para a distinção total entre grandeza e mesquinhez. Torna-se a regra mais difícil porque hão-de sempre existir aqueles que julgam saber qual é o nosso dever melhor do que nós. Porém, é fácil viver no mundo segundo as opiniões do mundo. E é fácil viver na solidão segundo as nossas opiniões. O grande homem é aquele que no meio da multidão mantém com perfeita doçura a independência da solidão.»
III. «A consistência tola é a fada das mentes pequenas, adorada pelos estadistas, filósofos e santidades. Uma grande alma não deve nada à consistência. Mais vale então preocupar-se com a sua própria sombra numa parede. Digam em palavras duras o que pensam hoje e e em palavras igualmente duras o que pensam amanhã, mesmo que contradigam tudo o que hoje disseram. 'Ah, e estejam certos de que serão incompreendidos!' É assim tão mau ser-se incompreendido? Pitágoras foi incompreendido, e Sócrates, e Jesus, e Lutero, e Copernico, e Galileu, e Newton, e todo e qualquer espírito puro e sábio que alguma vez encarnou. Ser-se grande é ser-se incompreendido»
In Self-Reliance, Ralph Waldo Emerson, 1841

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